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Vamos combinar. Coisa boa todo mundo gosta, mas tem gente que gosta um pouco demais. Um exagero. Nesta matéria, vamos nos aproximar desse exagero investigando alguém que, exagerando aqui, exagerando ali, exagerando sempre, criou-se, inventando soluções inovadoras para lidar consigo mesmo e com o mundo. Se exagero sempre houve, hoje em dia, isso tem crescido. As pessoas parecem estar perdidas para decidir até onde podem ir com algo. De onde vem esta tendência? Para discutir essa questão, recorreremos a um dos trabalhos de Forbes.7 O autor mostra que esta dificuldade consiste em um fenômeno que se assenta em uma mudança social mais profunda. Ele aponta que, hoje, na hipermodernidade, a sociedade deixou de ser pai-cêntrica. Cessou de haver uma organização em torno de uma figura. Na falta de parâmetros, o homem tornou-se desbussolado. Seguindo este raciocínio, para explicarmos o que acontece com quem exagera um pouco demais, é interessante recuperarmos o trabalho de Lipovetsky e Charles (2004), que apresentam as seguintes características da hipermodernidade: 1) o excesso; 2) a inexistência de crítica em relação a si mesma; e 3) o hiperindividualismo. Nossa equipe de redação constatou que, de fato, o exagero marca a sociedade hipermoderna.8 Ao escutar nossa entrevistada, pudemos perceber que, na falta de parâmetros nos quais se basear para saber “quando parar”, o sujeito é capturado pelas formas novas e inusitadas, às vezes extremas para exercer o seu gozo. Clique para conhecer melhor um exagero de garota! |